Bom dia pessoal.
2ª semana do blog, e conseguimos manter o mesmo nº de visitas, espero que continue assim.
Também espero que vocês estejam gostando dos assuntos...
Pra hoje só farei uma postagem, mas por ser uma muito especial, sei que vocês não se importaram.
Hoje estou aqui para falar de Cristina Linardi.
Cris como seus leitores a conhecem é amiga de uma das fundadoras do nosso blog, ela nasceu no dia 06/08, tem dois filhos, atualmente está solteira, reside na cidade de Campinas. Conversando um pouquinho com a amiga de Cris soube que ela é uma pessoa muito simples, fiel, companheira, de uma agenda muito cheia, mas alguém que adora conversar, cantar, escrever, ler.
Soubemos também que Cris é uma pessoa que quando se compromete com algo, ela vai até conseguir, e o feito de ser escritora não fez o ego dela crescer e tratar as pessoas de forma diferente.
Pode-se dizer que o dia 14/08/2010, ficará em sua memória para sempre, pois neste dia Cris teve a oportunidade de lançar sua primeira antologia poética “Mistérios do Meu Ventre”, na 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, pela Editora Multifoco, no período da manhã. E mais à noitinha, sua próxima parada foi no Itaú Cultural (São Paulo), onde esteve autografando a antologia “Cronistas, Contistas e Poetas Contemporâneos”, pela Editora Scortecci, onde uma crônica sua foi lançada juntamente.

Consegui entrar em contato com ela e pedi uma entrevista e ela aceitou. Segue abaixo nossas perguntas e as respostas de Cris.
Una niña o una mujer: Conte um pouquinho sobre você, o que mais gosta, seus sonhos.
Cris: Bom, eu sou a Cris, uma pessoa normal – hum, depende do que você considera normal – e um pouco maluca. Não, creio que a maluquice se ocupe de metade da personalidade. Poxa, sonhos são muitos, imensos e infinitos. O primeiro deles eu realizei: publiquei um livro. Um sonho adolescente tornado real. Muda muita coisa na vida da gente.
Atualmente meu maior projeto de vida é conciliar todas as áreas (profissional e pessoal) de forma inteligente e não sobrecarregar uma ou outra.
Gosto de tudo o que é simples, singelo, verdadeiro e demorado – porque o que é bom mesmo leva tempo para acontecer/maturar/crescer.
Una niña o una mujer: A importância da sua família em tudo o que faz.
Cris: Minha família é o fio que me mantém no chão, uma base que preciso desesperadamente. Eu costumo dizer que se sou persistente em correr atrás de meus sonhos, botar meus projetos pra funcionar e tal muito se dá por causa dos meus filhos: eles são os porquês e os pra quem, senão, não valeria muito a pena.
Tenho pais maravilhosos que, mesmo me achando doida e não acreditando muito que essas maluquices tenham algum sinal de realidade, me apóiam. Meus irmãos, meus avós, tios, primos, tenho uma família enorme, unida e amorosa. Minha estrutura emocional muito se deve à isso tudo.
Una niña o una mujer: A importância de seus amigos no que faz.
Cris: Tenho poucos amigos. Digo, os verdadeiros, os íntimos, aqueles que eu tenho realmente coragem de mostrar minha cara real e tomar um tapa de bom grado, porque sei que preciso. São apoiadores, seguidores, fãs, irmãos. Eu costumo separar as pessoas que conheço, manter contato, e este contato vai se inchando com o tempo. Meus grandes amigos são aqueles que já o são há mais de um ou dois anos. Tenho alguns há mais de dez. Poxa, isso é um baita orgulho, um grande feito! Amigos que lhe dizem quando você faz o que não deve, mas mesmo assim tem maturidade pra te deixar quebrar a cara se é isso mesmo que você quer e/ou precisa.
Una niña o una mujer: O que sua família e seus amigos acham do que está fazendo.
Cris: Uma vez, uma de minhas melhores amigas falou-me admirada que era tão interessante viver a experiência de ter um escritor por perto, poder conversar sobre livros e literatura, pegar no livro e saber que ele foi escrito por alguém tão próximo. O que ela estava dizendo é que essa distância entre ela (leitora) e eu (escritora) diminuiu. Mas isso é algo que vem acontecendo, com a internet, os autores estão ficando mais próximos de seus leitores e a troca é muito sublime.
Uma das coisas mais bacanas que têm me acontecido é não precisar mais ter vergonha de falar dos rabiscos e rascunhos que faço, não esconder correndo um texto, poder compartilhar com os meus. Na adolescência isso era impossível e mesmo adulta eu era uma ostra, ninguém jamais imaginaria que o que eu escrevia era passível de ser lido: nem eu! Entendo que isso não se deu só porque publiquei o livro, mas porque simplesmente eu mesma tive a coragem de fazê-lo.
Outra coisa interessante é a música, que eu venho protelando muito por causa da timidez. Com a exposição do meu trabalho como escritora, tanto nos livros, quanto na internet, tenho ensaiado lançar minhas composições também. Só não me pergunte quando isso se dará de fato!
Una niña o una mujer: Como se sente ao ver seus contos publicados.
Cris: Desde muito nova eu imaginava como seria pegar num livro pronto e ler meu nome ali. Muitas vezes sonhei com isso. Hoje em dia passo a mão nos livros na minha estante (lancei um livro meu e outros textos em outras duas antologias) e me lembro de imaginar-me fazendo isso. É inexplicável. Mesmo na internet causa uma sensação maravilhosa, até alguns que publiquei em sites ou blogs especializados e que não considero bons, porque era um momento. Eu amadureci um pouco e amanhã estarei escrevendo, espero, melhor que hoje.
Uma coisa curiosa a se comentar é meu mal estar ao reler essa antologia poética que lancei. Já falei demais nisso, no meu blog, no meu site, para meus amigos. Um deles ficou – creio eu – tão irritado que sugeriu que eu mudasse de pseudônimo e esquecesse que um dia eu enviei esses textos tão infantis para a editora!
Una niña o una mujer: No que você mudou/aprendeu desde que começou a publicar.
Cris: A principal coisa que aprendi é que para realizar alguma coisa eu preciso dar um passo nessa direção. Sem medo, sem vergonha. Não foi a faculdade de Letras ou a publicação do livro que me deu o aval para eu me considerar escritora, foi uma decisão interna tomada a partir de um fogo que não extinguia.
Una niña o una mujer: Como é ser procurada por pessoas que você nem faz idéia de quem seja.
Cris: É gratificante e até engraçado. Muitas pessoas simpatizam comigo por algum motivo misterioso à minha razão. É interessante quando alguém conversa como se já me conhecesse há um tempo ou de um jeito que pressupõe que eu esteja entendendo tudo, como se retomássemos alguma conversa gostosa. Essa é uma experiência ímpar para um escritor: quando entrou na vida de alguém que ele não sabe quem é, com uma cumplicidade tamanha que quem fica boiando mesmo é ele, porque sua obra já está em diálogo profundo com o leitor.
Una niña o una mujer: Deus.
Cris: Deus está na exata parte da minha dependência Dele: no buraco que me cava o ventre diariamente.
Una niña o una mujer: Seus parceiros.
Cris: Bom, eu adoro colecionar parceiros! Depois ganho bons amigos. A internet é uma terra livre, onde a propaganda é feita boca-a-boca, ou blog-a-blog, com troca de links ou resenhinhas. Tudo mundo ali se ajuda e é isso que me atrai nesse universo virtual.
Una niña o una mujer: Próximo projeto.
Cris: O próximo ‘imediato’ projeto não é bem um projeto, é algo que está tomando quase todo o meu tempo atual. A necessidade de divulgar meu trabalho me possibilitou descobrir habilidades que eu nem sabia que tinha, imagina que agora ‘estou’ produtora cultural. Estou organizando uma Feira Literária na escola pública onde trabalho. Isso é quase um feito inédito, pelo menos nos moldes que estamos trabalhando: uma semana inteira de palestras e oficinas com autores locais e uma festa de encerramento com estandes de editoras e shows musicais. Falo de ineditismo em uma instituição pública, pois o evento é relativamente grande e os recursos são poucos. O fascinante da educação pública é que você precisa ser criativo com poucos instrumentos e incentivos, vai muito da paixão mesmo.
Tenho planos de lançar um romance no início de 2013. Por ser longo e com uma pesquisa um pouco exaustiva, joguei a previsão do lançamento longe, mas isso também tem a ver com a falta de tempo do escritor brasileiro que trabalha em tempo integral pra sobreviver. Se bem que ótimos romances levam tempo para serem concebidos, pois há uma maturação que a rapidez da internet nos tenta a não respeitar. Na música tenho alguns projetos, nada muito concreto, mas creio que rolam porque a timidez eu ando escondendo nas mãos, atrás das costas.
Boom por hoje como disse farei apenas esta postagem, e vamos combinar que vale a pena ser só essa..
Um grande beijo pra Cris, muito obrigado pela atenção e disposição de nos conceder essa entrevista.
Um super beijo pra vcs galera..


Nenhum comentário:
Postar um comentário